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GUIA DE CRÉDITO CONSCIENTE

Dívidas: Parte 2

Quais são as dívidas mais comuns? Como elas funcionam?


Crédito rotativo

Ao receber a fatura do cartão de crédito, há a opção de pagar apenas o valor mínimo, o que é errado, pois o consumidor entra no crédito rotativo. Na próxima fatura, haverá o débito da fatura anterior, acrescido de juros. Os juros do crédito rotativo estão entre os mais altos do mercado ( em média, 15% ao mês) e, com isso, a dívida pode se estender e se tornar uma bola de neve.

Recentemente, como medida de controle, o Banco Central determinou que quem optar por pagar o valor mínimo da fatura, não poderá repetir isso no mês seguinte. Com isso, ao invés de o consumidor "arrastar" sua dívida por muito tempo e, caso ainda não consiga realizar o pagamento do valor total, o banco deverá oferecer uma linha de crédito para que o cliente parcele a dívida, com juros menores e em um prazo determinado.


Cheque especial

O cheque especial é um crédito pré-aprovado que não exige uma solicitação de empréstimo ao banco. Quando acaba o seu saldo da conta corrente, ainda é possível utilizar o cartão de débito até o limite disponibilizado.

Por um lado, isso é muito bom quando você está precisando de dinheiro em caso de emergências, mas, no final você paga um preço alto por isso. Os juros dessa modalidade giram em torno de 13% ao mês.

Por isso, fique atento ao seu orçamento mensal, sempre planejando os gastos de acordo com sua renda, para não ficar "pendurado" no cheque especial. 


Financiamentos

Os financiamentos de automóveis e imobiliários são muito comuns na vida dos brasileiros. E, por estarem vinculados diretamente a bens que poderão ser reclamados pelo banco em caso de inadimplência, têm as taxas são mais baixas: (em média, até 3% ao mês).

Mas, mesmo com taxas atrativas, antes de adquirir um financiamento, considere que:

  • Imobiliário - O financiamento imobiliário tem um prazo longo (até 30 anos), preste atenção ao valor das parcelas, é necessário ver se você pode comprometer 30% ou mais da sua renda em um financiamento ou se é melhor diminuir a porcentagem para você pagar com mais tranquilidade.
  • Automóvel – Além do valor mensal das parcelas, é preciso ter em mente outros custos, como seguro, IPVA, licenciamento e a desvalorização do veículo. Além disso, há os gastos com combustível e manutenção. Se pretende realizar o sonho do carro novo, as melhores alternativas são a contratação de um consórcio ou aplicar o dinheiro para uma boa entrada, financiando a diferença.


Empréstimos

As taxas de juros dos empréstimos, por incrível que pareça, são menores. O crédito consignado tem as menores taxas de juros do mercado (como 1% e 1,5% ao mês aproximadamente), pois o desconto é feito diretamente no holerite ou no benefício do INSS. É uma boa saída quando você tem uma dívida com juros mais altos e precisa quitá-la e, com essa alternativa, pode pagar juros menores e resolver a situação. 

O crédito pessoal tem as taxas de juros entre 2% a 6% ao mês. Também pode compensar caso você troque as dívidas de juros altos, se você não tiver acesso ao crédito consignado. Mas não tenha esse recurso como uma garantia ou saída simples. Pense muito se não poderia recorrer a outras táticas, como corte de gastou ou redução de custos, por exemplo.

É recomendável muita cautela antes de pedir um crédito no mercado, verificando se realmente precisa de um empréstimo e comparando os Custos Efetivos Totais entre as várias instituições financeiras e planejando-se para pagar os seus compromissos. 


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